Quem nunca cantou música brega que atire a primeira pedra.

Gosto musical é uma coisa incrível. Quantas músicas você ouve, lembra de momentos e pessoas especiais e quando mostra para seus amigos, normalmente super empolgado, eles dizem que não tem nada haver. Ou melhor, que tal encontrar aqueles amigos que adoram músicas estrangeiras, sem ter idéia do que estão cantando por aí? Gosto musical sempre tem umas paranóias. Não sei quem foi que colocou uma regra de quem gostar de pagode não pode ser chegado num rock. Já quem ouve rock não pode nem pensar em pagode.

Isso soa estranho na minha cabeça. Claro que tenho meu gosto pessoal e compartilho, obviamente, de algumas opiniões sobre certas canções e seus interpretes. Contudo, ser avesso ao tipo de música pelo simples motivo de gostar de outro gênero, isso não.

Quem não tem aquele amigo que adora um coturno e roupas pretas largas com spikes nos pulsos? E aquele amigo de cabelo oxigenado e óculos escuros normalmente cantarolando uma história de desilusão amorosa? Nesses casos, os opostos se atraem?

E você? É roqueiro? Baladeiro? Micareteiro? Pagodeiro? Funkeiro? Além disso, é avesso a algum tipo de música? Conheço gaudérios que não gostam de música tradicionalista e de cariocas que detestam samba. Até onde isso é rebeldia sem causa?

Vamos fazer um teste:

“Bate forte o tambor, eu quero é tic-tic-tic-tic-tac.” – Vai dizer que não conhece? Só falta dizer que detesta essa música. Duvido. Se você detestasse não saberia de cor e salteado.

Ah, mas vais dizer então que sabe por um acaso. Tudo bem, eu acredito. “Quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar, quero ver o seu corpo, dançar sem parar.” Sabe essa ou vai dizer que é outro acaso?

Somos todos ecléticos, conhecemos no mínimo umas dez músicas de cada estilo, seja brega, funk, reggae, hip-hop, soul, samba ou rock. Ás vezes podemos não saber como identificar o gênero, mas que conhecemos, isso eu garanto.

Quem não dançou Y.M.C.A. do Village People numa festa? Quem não sabe o refrão daquele pagode velho: “Derê, derererê, dererererê”, que atire a primeira pedra.

É, seu gosto musical te condena. E você aí, posando de roqueiro ou de pagodeiro e tal. Liberta-te disso, você sabe até funk, quer ver? “Dói, um tapinha não dói...”

Talvez seja a hora de rever os seus conceitos e assumir o seu verdadeiro gosto. Que tal abrir os ouvidos para as novidades? Pense nisso, semana que vem eu volto. Até lá vou ouvindo Reginaldo Rossi. “Garçom, aqui, nessa mesa de bar...”

Coluna inspirada no e-mail do Junior de Sentinela do Sul. Participe você também, envie sugestões para: contato@marceloprata.com

2 comentários:

Carolina disse...

Concordo plenamente, também acho meio sem lógica isso de odiar um estilo só por gostar de outro.
Gosto de rock, mas ocasionalmente escuto música gaudéria.
Esses humanos são todos difíceis de entender.
Beijos

Rafael Dornelles disse...

com certeza devo ser a pessoa mais eclética do Mundo, quem me conhece sabe uaheouae

Fora o preconceito! Se a música é boa, é pra ser ouvida, independente do gênero :D

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